segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A Música na Medicina OU Toca Um Jazz Aí

Para os escassos adoradores de bons jazz e blues aqui está uma dica - rapidinha porque estou sem tempo (trabalhos de infectologia). Música é capaz de trazer efeitos benéficos a pacientes em dor, reduzir a ansiedade pré-operatória em crianças, diminuindo a frequência cardíaca, a pressão sanguínea e a dor pós-operatória.

Isso ocorreria porque os estímulos auditivos competem com os dolorosos, distraindo o cérebro da dor. Certos tipos de músicas são capazes até produzir uma redução dos marcadores neuro-hormonais do stress. Cursando um dos cursos mais estressantes que já inventaram (medicina) descobri empiricamente o que o artigo de I David Todres (aqui) expõe. E, para mim, nada melhor que uma música capaz de penetrar fundo em seus ossos e articulações, tirando de lá de dentro toda aquela "areia" e tensão que muitas vezes nos deixa doentes.

Toda essa base teórica é para recomendar uma maravilhosa cantora e compositora que ando ouvindo: Madeleine Peyrox.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Crepúsculo e Afins


Pequei e preciso me redimir (meses sem postar nada aqui), por isso darei uma incrementada a mais no conteúdo do Blog. Esperem e verão.

Volto À Toca falando da série de livros de Stephenie Meyer, mais conhecidos pelo nome do primeiro livro: Crepúsculo. E para começar preciso dizer que essa será uma crítica negativa dos livros, por isso não continue se for um defensor ferrenho da obra e puder levar na esportiva.

Hoje comecei a ler o terceiro livro (Eclipse) e simplesmente não suportei uma leitura além do primeiro capítulo. Devo continuar em passo lendo, o que não é meu costume (livros de 500 páginas em poucos dias são minha tradição). O fato é que a autora simplesmente não consegue explorar bem os conceitos que estabelece. Não tenho nada contra vampiros brilhantes ou leitura de mentes, mas acho que o apego às descrições amorosas do casal protagonista se tornam enfadonhas e repetitivas com o passar da narração. O sentimento que fica no ar é que falta criatividade para preencher as linhas com um desenrolar inteligente da trama.

O livro possui vários conceitos bons (motivo pelo qual continuo a ler) que, se bem explorados, poderiam dar luz a uma aceitação maior e uma satisfação em lê-lo. Rumores apontam que o filme é melhor que o livro (talvez por condensar a história em pouco tempo e cortar fora um monte de sentimentalismos pleonásticos), mas como ainda não assisti, não comento.

Por fim, fica aqui a "Não-Indicação" da série Crepúsculo. Guardem seu precioso dinheirinho para minha próxima indicação.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O Imperador


Adoro livros, bons livros, e isso não é novidade para quem me conhece. O Imperador, no entanto, supera em muito a média e é por isso que me tornei fissurado em seu autor, Conn Igulden. Outra coisa que ficará óbvia nesse post é que sou cheio de tendências peculiares, uma das quais é minha inclinação pelas séries. Porque é isso que O Imperador é, uma série de quatro livros.

Dividida em Os Portões de Roma, A Queda dos Reis, Campo de Espadas e Os Deuses da Guerra, a série é um romance histórico sobre a vida de ninguém menos que o grande Júlio César. Os quatro livros caminham pela infância, juventude e maturidade do homem que tornou seu nome o maior sinônimo de rei (ou imperador, como quiser) da história. A série baseia-se em fatos reais, embora mude algumas coisas pelo bem da narração (no fim de cada livro o autor comenta os fatos do livro e expõe o que foi alterado), mostra de forma bem real quem foram os protagonistas do início do fim da república romana e a sua posterior conversão em império.

Muito mais que explorar as personagens (Júlio César, Marco Antônio, Brutus e Otaviano, todos estão lá), o autor consegue mostrar de forma magistral os costumes e importantes fatos nas sociedades da época. Uma série para ser mais que lida e apreciada, para ser verdadeiramente degustada como um bom vinho.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Diário de Bordo - Teresópolis e Nova Friburgo

Teresópolis fica na região serrana do Rio de Janeiro e é um bom refúgio da vida agitada da grande metrópole carioca. Em meio a florestas e icones rochosos como o "Dedo de Deus" (foto ao lado) e a pedra do sino.

É fácil subtrair a mente das preocupações olhando pelos morros verdinhos. E por falar em verde, essa cor impera na cidade que é muito bem arborizada (ao menos mais que Maceió) e fica nos pertinho do Parque Nacional da Serra dos Orgãos. O parque é uma atração maravilhosa e usaria este post todo se fosse comentar todas as impressões sobre ele. Mas por enquanto basta dizer que é um ótimo ambiente para se visitar com a família, a namorada ou os amigos. As trilhas são diversificadas e existem opções para sedentários e esportistas.

Outro ponto muito belo que pude vistar foi a famosa Granja Comary, onde a seleção brasileira de futebol costuma realizar seus treinos. A melhor parte fica por conta do Lago Comary com seus patos e um toque de romantismo que lembra algumas paisagens européias.

Outra cidade que visitei foi Nova Friburgo, a qual é muito semelhante a Teresópolis quando o assunto é a paisagem natural, mas por ter mais indústrias se mostra um centro urbano com mais atrativos para curtir o dia e a noite. Ah, a cidade também é conhecida pela sua produção de peças íntimas femininas (só para constar mesmo).

Algo que recomendo a todos que forem a cidade é o passeio de teleférico, onde se pode ter um ótimo visual da cidade e um centro de entretenimento (foto abaixo) com boliche e tudo mais, como opção de comida preciso falar do Hotel Maringá com seu excelente cardápio e atendimento.



Claro que também não estaria cumprindo meu papel se não comentasse que ambas as cidades com seus ares calmos e harmoniosos possuem uma população cativante.

sábado, 31 de janeiro de 2009

O Curioso Caso de Benjamim Button

Depois de escutar ótimas críticas a respeito do filme "O Curioso Caso de Benjamim Button", resolvi assisti-lo. Mas antes de entrar em detalhes sobre o filme, tenho que dizer que o nome do personagem me chamou bastante a atenção. Isso porque "benjamim" também é o nome dado àquela pequena peça em forma de "T" usada para aumentar o número de conexões em uma mesma tomada. O que isso tem a ver com o filme? Coisa nenhuma, só queria contar. Hehehehehe...

Não vou falar muito sobre o filme, apenas que ele é muito bom. Conta a história de um homem que nasce velho e vai rejuvenescendo com o passar dos anos. O filme tem boas atuações e mereceu todas as indicações ao Oscar que recebeu. O que vale comentar é que o filme foi escrito pelo mesmo autor de "Forrest Gump - O Contador de Histórias".

Não achei o filme muito emocionante, ao menos se comparado com a outra obra do autor. Lembro que "Forrest Gump" foi um dos poucos que me emocionou de verdade. Mas pensando melhor, talvez eu só esteja ficando mais velho e menos sentimental.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Diário de Bordo - Rio de Janeiro I

Usando um Pentium III e um teclado sem tecla de interrogação, venho aqui escrever sobre a Cidade Maravilhosa. Já havia visitado o Rio de Janeiro antes, mas naquela época ainda não estava preparado para o que ele tem a oferecer.


Falem o que quiserem, está é a capital brasileira mais abençoada pela natureza que já conheci. A mistura entre florestas, morros de rocha e praias é perfeita e o visual (como o da foto ao lado, tirada no Pão de Açúcar) convida a contemplação e, no caso das praias, a curtição. Caminhar em Copacabana é sinónimo de ver gente bonita e de bem com a vida. A beleza e a simpatia dos habitantes e visitantes parecem espelhar a da própria cidade.

As noites são fervilhantes de atividade nos bares, restaurantes, teatros, etc., o que a torna um paraíso para pessoas dos mais diversos gostos, uma epifania para pessoas como eu = ). Outra coisa curiosa é a verdadeira Torre de Babel que enfrentei. Saber o inglês aqui é fundamental (o meu, meio enferrujado, passou no teste, ainda bem), mas o que me espantou é o número de vezes que ouvi alguém falando italiano (o que me motivou ainda mais a aprender essa maravilhosa língua).



O Cristo Redentor é realmente um espetáculo e mais que merece seu posto entre as 7 Maravilhas do Mundo. Pode-se chegar nele de carro, a pé (o que eu adoraria ter feito) ou de trenzinho. Eu fui no trem e a oportunidade de ver a cidade surgir no meio da floresta que ele cruza até o topo é algo sem preço. O Corcovado, onde O Cristo fica, oferece uma vista de toda a cidade e seus principais pontos turísticos.

Foi no Cristo que pude notar o quanto as pessoas no Rio (habitantes e visitantes) são abertas. A conversa flui facilmente e já esqueci o nome de metade das pessoas que conheci. Aqui as barreiras culturais e de sotaque entre as regiões do país não existem, o que torna fácil se apaixonar por essa cidade e pelas pessoas nela.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Senhores do Crime

"Senhores do Crime" ("Eastern Promises") recebeu várias indicações a prêmios pelo mundo, inclusive uma ao Oscar. Algo curioso sobre as indicações é a frequência com que foi indicado para Melhor Ator. Bem, mas não foi bem isso que fez com que eu assistisse o filme, foi a presença de "Aragorn"!

Nunca havia assistido a nenhum filme de Viggo Mortensen que não fosse "O Senhor dos Anéis" (em que faz Aragorn, descendente do rei Isildur). Na verdade já havia assistido um, uma porcaria em que ele é o participante de uma corrida de cavalos pelo deserto...

Enfim, o filme conta como uma parteira, em busca da família de uma mulher que faleceu ao dar a luz a filha, entra em contato com o mundo sujo e cheio de charme da máfia russa em Londres. Em resumo é só isso, no entanto, na tela essa história é contada muito bem.

Mas o que paga o filme é, acima de tudo, a maravilhosa interpretação de Mortensen. Ele mostra que é um ator para se ficar de olho, por isso fiquem atentos ao seu próximo filme, "Good" (não contarei mais do filme aqui porque pretendo fazer a indicação da obra assim que assistir nos cinemas).